Posteado por: Felipe | enero 24, 2011

A fúria do clima e a conta

As tragédias no Rio de Janeiro pegaram todos de surpresa, mas não deveriam. O leitor Saulo Rodrigues Filho enumera algumas medidas que devem ser tomadas que isso não aconteça novamente

A inesperada magnitude da catástrofe climática que se abateu sobre a região Serrana do Rio de Janeiro, sem precedentes nos registros históricos, pegou a todos de surpresa, inclusive aqueles que se dedicam a estudar os fenômenos climáticos ao redor do mundo. Por isso, como especialista nesse tema, quero apresentar minha leitura sobre o que ocorreu e minha angústia com o que pode vir a ocorrer num futuro muito próximo.

O dilúvio do dia 11 de janeiro de 2011 trouxe mais de 600 mortes, podendo chegar a 700, apenas na região Serrana, com perdas materiais que somam algo como 1% do PIB nacional, considerando os prejuízos causados nos três estados mais atingidos, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

A pior notícia? A de que isso ainda é pouco mediante o potencial de destruição desse tipo de extremo climático, onde as encostas, preservadas ou não, simplesmente se liquefazem, deixando os canais fluviais subitamente entulhados, espraiando a destruição até para áreas relativamente afastadas das suas margens. Nenhum mapa de risco climático teria sido capaz de prognosticar aquilo que estamos assistindo, estupefatos.

Imaginem se dilúvio semelhante tivesse sido despejado a poucos quilômetros de distância, nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo ou Belo Horizonte. A densidade populacional, e as precárias condições de ocupação das encostas nessas cidades, teriam levado não às centenas de vítimas de agora, mas a dezenas de milhares de mortes, talvez centenas de milhares de uma só vez. E a população atingida seria quase exclusivamente formada pelos estratos inferiores da pirâmide social, num perverso e brutal mecanismo de “desocupação” das favelas. Economicamente, os prejuízos poderiam atingir a casa dos dois dígitos percentuais do PIB.

Esse fenômeno tecnicamente conhecido como solifluxão, quando o solo flui, também chamado de deslizamento de encostas, até hoje, podia ser observado em pontos isolados, preferencialmente onde o desmatamento e a ocupação irregular favorecem esse tipo de evento. A partir de agora, não mais. Verificamos que trata-se de uma escalada progressiva ao longo dos últimos anos, que pode atingir indistintamente qualquer território da Serra do Mar e da Mantiqueira, do Espírito Santo a Santa Catarina, onde vivem cerca de 100 milhões de brasileiros.

A regularidade alarmante dos extremos de chuva que vêm assolando a região Sudeste do Brasil exige medidas urgentes de adaptação às novas condições climáticas. Desde 2008, houve os desastres do Reveillon de Angra dos Reis, de menor magnitude, passando pelo do Morro do Bumba, em Niterói e arredores, numa escala muito maior, chegando à catástrofe de dimensões bíblicas que assistimos consternados em Nova Friburgo e Teresópolis, em 2011.

Para quem acompanha o debate cientifico sobre mudanças climáticas, fica claro que esse evento de 2011 será lembrado como uma das evidências mais eloquentes de que o clima global está mudando de forma assustadora, por seu ineditismo e magnitude. A partir de agora, não há mais espaço para o ceticismo dos poucos que ainda resistiam em admitir a existência do fenômeno global. Chega de “brincar com fogo”, que nesse caso é a água destruidora!

As medidas de adaptação às mudanças climáticas estão previstas nos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) da ONU desde 1990. Sabe-se também que os países mais vulneráveis são, perversamente, aqueles que menos contribuíram com as emissões de gases de efeito estufa, os países em desenvolvimento. Vulneráveis não apenas por sua menor capacidade econômica e conjuntural de enfrentar os novos desafios climáticos, mas também por estarem concentrados nas regiões mais quentes e climaticamente instáveis do globo.

Por isso, na última reunião realizada em Cancún, no México, em dezembro de 2010, a 15a Conferência do Clima aprovou a constituição de um fundo internacional de 100 bilhões de dólares para o financiamento de medidas de adaptação nos países mais pobres. Pode não parecer, mas trata-se de uma migalha diante dos investimentos necessários nesses países.

Para se ter uma idéia, apenas o Brasil absorveria um montante como esse para implantar as necessárias medidas de redução de sua vulnerabilidade ao clima: constituição de sistemas de monitoramento e alerta eficientes; construção de redes de drenagem pluvial nas inúmeras encostas da região Sudeste, devidamente redimensionadas à nova realidade climática; programas de reflorestamento de encostas e de saneamento; programas de treinamento e capacitação das instituições de governo responsáveis por áreas tais como: infra-estrutura, defesa civil, agricultura, transporte, habitação, saúde pública e educação. Isso sem falar nas outras regiões do país, que também exigem investimentos para a prevenção de catástrofes climáticas, como as secas no Semi-Árido do Nordeste que devem se agravar, os incêndios florestais que aumentam sua freqüência com o aquecimento na Amazônia e no Cerrado, e as inundações onde há rios caudalosos país afora.

Por fim, diante de um evento climático dessa magnitude não basta apontar o descaso das autoridades (ir)responsáveis pelo planejamento urbano e territorial, que historicamente têm contribuído para o agravamento da situação. Também a população que trata com total desrespeito o ambiente onde vive, desmatando encostas e entulhando lixo nos próprios quintais deve ser responsabilizada e chamada a uma urgente mudança de atitude.

A partir de agora, mais do que nunca, podemos advogar nos fóruns internacionais que parcela majoritária da conta para cobrir os custos desse imenso trabalho de prevenção de desastres climáticos deve ser apresentada aos verdadeiros responsáveis pela mudança do clima global, os países desenvolvidos, que por séculos vêm entulhando a atmosfera com gases de efeito estufa pela queima de combustíveis fósseis.

Saulo Rodrigues Filho é doutor em Ciências Ambientais pela Universidade de Heidelberg, Alemanha, geólogo e professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília

Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-furia-do-clima-e-a-conta

Posteado por: Felipe | septiembre 10, 2009

Escolas para o século XXI

Os jovens deverão saber como criar uma civilização que funcione com energia solar, conserve a biodiversidade, proteja  solos e florestas, desenvolva empreendimentos locais sustentáveis e repare os estragos infligidos à Terra.

Para oferecermos essa educação ecológica, precisamos transformar nossas escolas e universidades.

Na sociedade industrial, a grande maioria  considera o sistema educacional, do primário ao doutorado, caro demais, maçante e pouco  eficaz. Acham que este precisa de uma reforma radical, mas não  sabem como proceder. Uns afirmam que a falha se deve à falta  de verbas para laboratórios, bibliotecas, equipamentos, salários  e novas instalações — ponto de vista defendido,  obviamente, por educadores profissionais. Do outro lado, estão  aqueles que defendem o abandono de grande parte do sistema atual,  para criar um sistema de escolas organizadas como empresas.

Ambos concordam, porém, quanto aos objetivos básicos  da educação: primeiro, equipar a sociedade com uma  força de trabalho de “categoria mundial” para  competir com vantagem na economia global e segundo, fornecer a cada  indivíduo os meios para progredir ao máximo.

No entanto, existem motivos melhores para repensar a educação,  ligados às questões de sobrevivência humana que  dominarão o mundo no século XXI. A geração  que hoje está estudando terá que fazer aquilo que nossa  geração não conseguiu ou não quis fazer: estabilizar a população mundial, fixar e depois reduzir  a emissão de gases que ameaçam mudar o clima — proteger  a diversidade biológica, reverter a destruição  de florestas e conservar o solo, cuja erosão diária  atinge milhões de toneladas.

As gerações futuras precisam aprender a utilizar melhor  a energia e os materiais disponíveis. Precisam aprender a  usar a energia solar sob todas as suas formas. Precisam eliminar  a poluição e o desperdício. Precisam aprender  a administrar recursos renováveis. Precisam iniciar a imensa  tarefa de restaurar, da melhor forma, os danos causados à Terra nos últimos 200 anos de industrialização. E  tudo isso precisa ser feito, enfrentando as iniqüidades sociais  e raciais. Nenhuma geração teve que encarar tamanho  programa  de trabalho. Continuamos, porém, a educar nossos  jovens como se não houvesse nenhuma  emergência  planetária. Mas, a crise que enfrentamos é principalmente  uma crise da mente, da percepção e dos valores — portanto,  um grande desafio para as instituições que formam mentes,  percepções e valores. Um desafio educacional.

Niño camino a la Escuela

Niño camino a la Escuela

Continuando com a mesma educação, que nos permitiu industrializar a Terra, somente vamos piorar a situação. Isso precisa ser dito com ênfase, porque a crise ambiental não é provocada principalmente por pessoas ignorantes, sem escolaridade. É provocada por pessoas de boa formação que, segundo Gary Snyder, “ganham rios de dinheiro, vestem-se impecavelmente, formam-se nas melhores universidades, apreciam  pratos finos e lêem bons livros, enquanto orquestram investimentos  e leis que arruínam o mundo”. São homens e mulheres com diplomas universitários, educados para pensar  que dominar a natureza é nosso direito legítimo. Não  estou querendo ir contra o ensino, mas falar a favor do tipo de ensino  que prepara as pessoas para um estilo de vida apropriado a um planeta  com biosfera sujeita às leis da ecologia e da termodinâmica.

As habilidades, aptidões e atitudes necessárias para  industrializar a Terra não são necessariamente as mesmas  que vamos precisar para curar a Terra ou para estabelecer economias  e comunidades sustentáveis. Os grandes desafios ecológicos  requerem uma alteração das matérias, do sistema  e dos objetivos do ensino, em todos os níveis. Entretanto,  o historiador Jaroslav Pelikan, da Universidade de Yale, tem dúvidas  quanto à capacidade da universidade para enfrentar esta crise,  que não só é ecológica e tecnológica, como também educacional e moral.

Para construir uma ordem mundial sustentável, precisamos desmontar  o frágil andaime de idéias, filosofias e ideologias  que constituem o currículo escolar moderno. Isso requer cinco medidas.

Primeiro, precisamos desenvolver verdades mais abrangentes  e ecológicas. Os arquitetos da visão atual que temos  do mundo, principalmente Galileu e Descartes, consideravam tudo o  que podia ser pesado, medido e somado, mais verdadeiro do que aquilo  que não pode ser quantificado. Em outras palavras, se não  podia ser quantificado, não contava. A filosofia cartesiana  era cheia de tropeços ecológicos, que os discípulos  de Descartes desenvolveram ao grau máximo. Sua filosofia separava  o homem do mundo natural, despia a natureza do seu valor intrínseco  e segregava a mente do corpo.

Se quisermos salvar espécies e ambientes, precisamos de um  conceito mais amplo da ciência e de um raciocínio mais  abrangente, que une o conhecimento empírico com as emoções  que nos fazem amar e, às vezes, lutar.

Descartes e seus discípulos estavam errados: não se  pode separar os sentimentos do conhecimento, o objeto do sujeito;  não podemos separar a mente ou o corpo do contexto ecológico e emocional.

Ciência sem amor não pode oferecer um motivo para apreciar o pôr do sol, nem pode oferecer um motivo objetivo para valorizar a vida. Esses motivos precisam vir de fontes mais profundas.

Segundo, precisamos desafiar a presunção contida no  currículo oculto, que entende que o domínio da natureza pelo  homem é bom; que uma economia de mercado crescente é natural;  que todo conhecimento, independente de suas conseqüências, é igualmente  valioso e que o progresso material é nosso direito. Nos tornamos incapazes  de resistir à sedução da tecnologia, do conforto e do  ganho imediato. Sob esse ponto de vista, a crise ecológica é questão  de discernir entre vida ou morte, benção ou maldição, e de aprender a escolher a vida.

Terceiro, precisamos reconhecer o fato de que o currículo moderno  ensina muito sobre individualidade e direitos, mas pouco sobre cidadania e  responsabilidade. A emergência ecológica somente pode ser resolvida  quando um número suficiente de pessoas adquirir uma idéia mais  ampla do que significa ser cidadão. Esse conhecimento precisa ser cuidadosamente  adquirido em todos os níveis de ensino.

Não se trata apenas de um problema político e social.  Hoje, deveríamos ver o quanto dependemos da comunidade mais  ampla de seres vivos. Nossa linguagem política não sugere esta dependência. A palavra “patriotismo”,  por exemplo, é destituída de conteúdo ecológico. É preciso  que ela venha a significar o uso feito da terra, florestas, ar, água  e vida selvagem. Abusar dos recursos naturais, desgastar o solo,  destruir a diversidade natural, desperdiçar, tomar mais do  que o necessário ou deixar de repor o que foi usado — tudo  isso precisa, no futuro, ser considerado falta de patriotismo. É preciso que “política” volte a significar, como disse Vaclav Havel, “servir a comunidade e servir aqueles que  virão depois de nós”.

Quarto, precisamos questionar o conceito amplamente  difundido de que nosso futuro é de constante evolução tecnológica  e que isso é bom. A fé na tecnologia permeia todo o currículo,  aceitando cegamente a noção de progresso. Entretanto, esse progresso  não é um caminho escolhido de forma consciente, mas uma crendice  tecnológica que avança sem controle através da história.  Essas crendices são incorporadas aos métodos pedagógicos,  sem questionamento. Conhecer a linguagem do computador, por exemplo, transformou-se  em meta nacional — incentivada em geral pelos vendedores. Esse fundamentalismo  tecnológico precisa ser questionado. As mudanças tecnológicas  estão nos levando para onde queremos? Qual é o efeito da tecnologia  sobre nossa imaginação, em questões sociais, éticas e políticas? E qual é o seu efeito ecológico?

Ecoescuela

Ecoescuela

George Orwell tinha prevenido que o “fim lógico  do progresso tecnológico é reduzir o ser humano a algo  parecido com um cérebro encerrado em uma garrafa”.  O pesadelo de Orwell está se transformando em realidade, graças  também às pesquisas realizadas nas melhores universidades — pesquisas  contrárias às nossas reais necessidades. Nossas necessidades  são necessidades do espírito, mas nossa imaginação  e criatividade concentram-se na matéria.

Um quinto desafio desponta no horizonte, solapando a mais  antiga e confortável das premissas: que educação  somente pode ter lugar em instituições “educacionais”.  Escolas e universidades são caras, lentas, com pouca imaginação,  oprimidas pelo peso da tradição e da autocongratulação.  Oferecem currículos com disciplinas que pouco correspondem à realidade.  A educação ecológica visa provocar uma mudança  na ênfase, na lealdade, no afeto e nas convicções,  para preencher a lacuna existente entre o homem e seu meio ambiente.

Trata-se menos de remendos no status quo, do que de um rompimento  com antigos conceitos, com a camisa-de-força dos currículos  e até com o confinamento em salas de aula e prédios  escolares.

Educação ecológica exige, antes de mais nada,  a reintegração da experiência no ensino, porque  a experiência é um ingrediente indispensável  ao raciocínio. Uma boa maneira para obter essa reintegração é utilizar  o campus universitário como laboratório para o estudo  de alimentos, energia, materiais, água e saneamento. A pesquisa  do impacto ecológico de determinada instituição  transforma questões abstratas complexas em dimensões compreensíveis — em escala que permite a busca de soluções.  Isto representa um antídoto para o desespero sentido pelos  alunos, quando compreendem os problemas, mas são incapazes  de efetuar mudanças. As universidades precisam observar atentamente  o potencial econômico da região, para descobrir como  o dinheiro pode ser gasto e investido no local, para ajudar a mover  o mundo em direção mais sustentável. Por exemplo,  alunos de diversas escolas, que pesquisavam a compra de alimentos,  ajudaram a trocar fornecedores distantes por outros mais próximos,  permitindo reduzir custos, melhorar a qualidade e impulsionar a  economia local.

Precisamos ir além. O velho currículo foi elaborado  com o objetivo de ampliar ao máximo o domínio do homem  sobre a Terra. O novo currículo precisa ser organizado para  desenvolver conhecimento ecológico e habilidade prática,  essenciais para enquadrar as coisas em um mundo de micróbios,  plantas, animais. O modelo ecológico vai cuidadosamente entrosar  os objetivos humanos com o mundo natural, para orientar os objetivos  humanos.O planejamento ecológico requer capacidade de olhar  além das disciplinas, para ver o mundo no contexto mais amplo;  requer ampliação do conhecimento ecológico — saber  como a natureza trabalha — através de todo o currículo.  Significa  ensinar aos jovens os fundamentos daquilo que precisam saber para  ampliar o horizonte, para criar uma civilização movida  a luz solar; que utiliza energia e riquezas com grande eficiência;  que preserva o solo, as florestas e a diversidade biológica,  que desenvolve empresas locais e regionais sustentáveis; e  que repara os danos infligidos à Terra durante toda a era industrial.

Mas, precisamos ir ainda mais longe. Chegou o momento de voltar  a unir as disciplinas. Para tanto, sugiro que dediquemos parte  do currículo,  em todos os níveis, ao estudo de um aspecto ou lugar do nosso  meio ambiente — um rio, montanha, vale, lago, solo, pântano, determinado animal, pássaros, o céu, a orla marítima  ou até mesmo uma pequena cidade. Um curso sobre o rio local  poderia começar com uma viagem rio abaixo, para colocar os alunos frente ao objeto do estudo. Depois poderiam escolher diferentes  aspectos do rio para estudar: sua evolução, como foi  povoado, a ecologia, os peixes e a vida aquática, os efeitos  da poluição, as leis que governam o seu uso, e assim  por diante. O curso termina com outra viagem, enquanto os alunos  descrevem o que aprenderam.

Rios, montanhas, lagos são reais; disciplinas são abstratas.  O que é real estimula todos os sentidos, não só o  intelecto. O conhecimento curricular normalmente é isolado  da realidade e muitas vezes é difícil relacioná-lo  a realidades ecológicas concretas. Os alunos precisam aprender  a apreciar, respeitar e, quem sabe, até mesmo amar uma parte  específica do mundo, antes de adquirir o poder implícito  no conhecimento puramente abstrato. Se o jovem compreende como o  mundo funciona em um sistema integrado e por que esse conhecimento é importante  para seus objetivos e seu estilo de vida, ele vai saber também como conseguir uma economia sustentável.

Defensores do currículo convencional acreditam que o domínio  de uma disciplina, oferecendo conhecimento especializado, é um  fim em si. Aconselho revertermos essa prioridade para colocar o conhecimento  dentro de um contexto ecológico específico. Desta forma,  vamos engajar todos os sentidos dos alunos, não apenas sua  inteligência, para que se apaixonem pelo mundo natural. Podemos  também ensinar as limitações do conhecimento  a respeito de determinado aspecto da natureza — e este é o  começo da sabedoria ecológica.

Educação ecológica requer também mudanças  no funcionamento e nas prioridades de escolas e universidades, assim  como no seu modo de operar. Por exemplo, na pesquisa mencionada,  os alunos descobriram maneiras de reduzir custos, melhorar serviços,  diminuir o impacto sobre o meio ambiente e ajudar a economia local.  O princípio é simples: aquelas instituições  que pretendem induzir os jovens a tornarem-se adultos responsáveis  devem elas próprias mostrar responsabilidade pelo mundo que  os jovens herdarão. Instituições de ensino muitas  vezes medem seu desempenho pelo investimento por aluno ou pela porcentagem  de docentes com Ph. D.. Do ponto de vista ecológico, temos  outro conjunto de indicadores da qualidade:

1. Emissão de dióxido de carbono por aluno;
2. Porcentagem de materiais reciclados;
3. Porcentagem de material reciclado adquirido;
4. Uso de produtos tóxicos;
5. Porcentagem de energia renovável consumida;
6. Porcentagem de dejetos orgânicos transformados em adubo;
7. Quantidade de água usada por aluno;
8. Porcentagem de alimentos servidos na cantina, que foram cultivados  organicamente;
9. Carne consumida por aluno.

Pensamos que o ensino é feito em edifícios, mas achamos  que a construção e operação desses prédios  nada têm a ver com educação. Isto é um  erro. O currículo oculto na arquitetura acadêmica constitui  uma espécie de pedagogia cristalizada, cheia de preconceitos  relacionados ao poder, à  maneira como as pessoas aprendem,  como se relacionam com o mundo natural e como se relacionam uns com  os outros. Existem, porém, oportunidades educacionais: o projeto  ecológico abrange o paisagismo, a engenharia solar, a seleção  dos materiais de construção, a escolha de materiais  de consumo duráveis e recicláveis e a eliminação  do lixo e dos dejetos.

Além de reduzir o impacto sobre o meio ambiente, as instituições  de ensino poderiam usar suas verbas para ajudar a economia local  e regional. A decisão de comprar alimentos, cultivados organicamente,  de produtores locais, pode servir de incentivo para que os agricultores  mudem para métodos de produção ecologicamente  sustentáveis. O mesmo princípio aplica-se a quase todos  os produtos e serviços adquiridos. As instituições  de ensino são conhecidas e respeitadas.

Todos vão comentar,  se uma escola ou universidade comunica que está levando o  futuro a sério e, portanto, vai reduzir o impacto sobre  o meio ambiente e, ao mesmo tempo, ajudar a economia local e regional.

Por fim, algumas palavras sobre o objetivo da educação  ecológica. Na maioria das vezes, ouvimos que o ensino é útil  porque aumenta as possibilidades de promoção e de ganhar  a vida. Preparamos os jovens para aquilo que os orientadores chamam  de “carreira”. Raramente mencionamos aquilo que era chamado  de “vocação”. Sob uma perspectiva mais ampla, isto é tolice. Os alunos deveriam ser estimulados,  antes de mais nada, a descobrirem sua vocação: aquilo  que lhes desperta paixão, que realmente gostariam de fazer.  A vocação indica o que queremos fazer de nossa vida.  A carreira é um plano friamente elaborado para obter segurança e um pouco de “prazer”. A carreira quase sempre revela-se profundamente insatisfatória, não importando a renda. A vocação não é algo calculado, mas o resultado de uma conversa interior sobre aquilo que importa na vida e a contribuição que queremos dar a este mundo. A vocação começa como intuição. É arriscada. É mais inspirada do que premeditada. A carreira é um teste de QI; a vocação é um teste não somente da inteligência, mas também de sabedoria, caráter, lealdade e força moral. A pessoa sempre pode achar uma carreira dentro de sua vocação. É muito mais difícil encontrar, ao longo da vida, uma vocação na carreira. Quando a pessoa opta pela segurança, a sorte está lançada. Em última análise, a carreira é falta de imaginação e sinal de que achamos o mundo pobre em possibilidades.

Precisamos encorajar os jovens a encontrar em sua vocação um trabalho bom e necessário. O trabalho melhor e mais necessário no mundo atual procura, de mil maneiras, sintonizar os valores, as instituições, as expectativas e o comportamento humano com o respeito à Terra em que vivemos. Esta é hoje a tarefa da educação.
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David Orr
Fonte: Resurgence nº 160, outubro  de 1993, publicado no site www.taps.org.br
David Orr é professor titular de pedagogia na Faculdade  de Oberlin, Ohio, EUA.

by Ecocentro IPEC on agosto 27th, 2009

ÁFRICA |

Denuncia de Oxfam

Somalies

Cerca de 1,4 millones de personas se han visto obligadas a abandonar sus hogares este año como resultado del incremento de la violencia en República Democrática del Congo (RDC) , Sudán y Somalia. Así lo denunció este miércoles la agencia Oxfam Internacional (OI), mientras los dirigentes de este continente se reúnen en la Cumbre de la Unión Africana (UA) en Libia para debatir la paz y la seguridad en el continente. Oxfam denuncia que cinco africanos se ven obligados a huir cada minuto y pide acciones a la Unión Africana. En la última cumbre, celebrada en enero de este año, “los líderes no consiguieron manejar los conflictos actuales ni tomar medidas para proteger a los civiles de la violencia”, señaló OI.

La violencia ha aumentado Desde entonces, la violencia en el este de RDC, el sur y centro de Somalia y Sur de Sudán ha aumentado más y han sido destrozadas innumerables vidas. El resto de la comunidad internacional también ha sido ineficaz, afirma la ONG. “Cada minuto de cada día desde que los líderes de la UA se reunieron ha visto el equivalente de una familia de cinco personas convertirse en ‘sin techo’ por estos conflictos, y la UA debe condenar inequívocamente este sufrimiento”, dijo Desire Assogbavi, de OI. “Es inaceptable que ahora mismo las mujeres africanas sigan siendo violadas, los hombres asesinados y las familias divididas”, añadió. RDC ha visto los mayores niveles de desplazamiento desde comienzos de año. Más de 800.000 congoleños en el este del país han huído por la nueva ofensiva del Ejército congoleño respaldada por la ONU, que comenzó en enero y ha llevado a numerosos ataques de represalia por los ataques de las Fuerzas Democráticas para la Liberación de Ruanda (FDLR). Los habitantes de esta zona han asegurado al personal que hay violaciones generalizadas, saqueos e incendios de las aldeas en los dos Kivus , según OI. En los últimos seis meses, el Sur de Sudán también ha visto la violencia y desplazamientos desde el acuerdo de paz. Cerca de 200.000 personas han huido de los conflictos. Por su parte, la región de Darfur sigue siendo la escena de una de las mayores crisis humanitarias, y el conflicto actual ha desplazado al menos a 140.000 personas este año. Ahora se alojan en los campos ya superpoblados y reciben incluso menos ayuda por la expulsión de las agencias humanitarias. Mientras, en Somalia han huido de la capital, Mogadiscio , más de 160.000 personas desde mayo, después de un aumento del enfrentamiento entre las fuerzas gubernamentales y los grupos opositores.

La mayor parte se refugia en campamentos en los alrededores de la ciudad, donde las condiciones son graves, mientras el deterioro de la seguridad hace que sea más difícil que llegue ayuda por parte de las ONG. “La paz y la seguridad en África han dado grandes pasos durante la última década, pero el sufrimiento humanitario y los conflictos en estos países están dando un golpe mortal a las esperanzas de un futuro con esperanza. La UA debe cuestionar a los responsables.”, afirmó Assogbavi.

(11 de junio, 2009)

La tasa de desempleo urbano en América Latina y el Caribe subió en 0,6 puntos porcentuales en el primer trimestre de 2009 respecto al mismo período del año anterior. Esta variación muestra el impacto de la crisis internacional sobre los mercados laborales de la región, dijeron hoy CEPAL y OIT en un informe conjunto.

La información, recopilada en nueve países de la región que representan la mayor parte de la población económicamente activa, indica que al finalizar marzo el desempleo regional se situó en un nivel de 8,5 por ciento, por encima del 7,9 por ciento del primer trimestre de 2008. Esto significa que más de un millón de personas se sumaron al desempleo.

“Enfrentamos un escenario en el cual los datos sobre empleo y trabajo se han convertido en números detrás de los cuales están las historias reales de millones de mujeres y hombres para quienes el futuro ahora es incierto”, dice el primer boletín conjunto de CEPAL y OIT sobre Coyuntura laboral en América Latina y el Caribe: crisis y mercado del trabajo.

“La coyuntura actual muestra que los niveles de ocupación están empeorando”, constata el documento.

En vista de los pronósticos sobre el crecimiento económico de 2009 se estima que la tasa media anual de desempleo urbano aumentará a un rango que va de un 8,7% a un 9,1%, un aumento importante frente al 7,5 por ciento registrado para 2008, cuando según las dos organizaciones la crisis le puso fin a un “ciclo positivo” de cinco años en la región.

Esto significaría que entre 2,8 y 3,9 millones de personas podrían sumarse a los 15,9 millones de personas desempleadas que había en 2008 en las zonas urbanas.

El boletín Coyuntura laboral en América Latina y el Caribe se emitirá periódicamente para reflejar el impacto de la crisis sobre el empleo y las condiciones de trabajo de la gente, así como para su uso en el diseño de políticas públicas para contrarrestar el impacto de la crisis.

En la publicación se indica que si bien el desempleo sigue afectando de manera más intensa a las mujeres, la desaceleración económica ha impactado más a los hombres a comienzos de 2009, particularmente en las economías más grandes de la región.

Se espera, además, que frente a la dificultad de encontrar empleo asalariado, segmentos de la población en edad activa se incorpore a realizar actividades informales en los hogares o en trabajos por cuenta propia de escasa productividad e ingresos, con la lógica fundamental de sobrevivir.

Igualmente, en el mercado formal de trabajo se esperaría una tendencia creciente a informalizar los contratos, con la idea de reducir costos laborales. Esto traería como consecuencia una mayor precarización del empleo y desprotección social.

Es probable que en muchos hogares de menores ingresos la crisis impulse a miembros no activos a la búsqueda de empleo o a incorporarse a alguna actividad laboral, incluyendo a niños, jóvenes, mujeres o grupos de mayor edad.

Entre los hogares de ingresos medios-altos la crisis podría alentar el retiro de algunas personas del mercado laboral, hasta cuando las condiciones cambien. Durante el primer trimestre de 2009, en varios países se registra una caída de la tasa de participación, la cual limita el aumento de la tasa de desempleo abierto.

De acentuarse la crisis se espera un mayor déficit de trabajo decente con consecuencias adversas sobre los ingresos y las condiciones de vida de la población, dice el boletín.

CEPAL y OIT reconocen que la región está mejor preparada para enfrentar los rigores de la crisis y  que los gobiernos han dado pasos importantes en la adopción de políticas contracíclicas para atenuar sus impactos negativos y estimular la demanda agregada de la economía. En general, tienen como objetivo enfrentar el impacto en los niveles de empleo y en las remuneraciones.

El primer boletín Coyuntura laboral en América Latina y el Caribe: crisis y mercado del trabajo, de  CEPAL-OIT, está disponible en el sitio web de la CEPAL siguiendo el enlace.

Para consultas, contactar a los Servicios de Información de la CEPAL. Correo electrónico: dpisantiagocepal.org ; teléfonos: (56 2) 210 2380/2149.

Posteado por: Felipe | junio 16, 2009

Cursos de Especialización 2009

cabeceravirtual

NUEVAS ACTIVIDADES FORMATIVAS

La Unión Iberoamericana de Municipalistas invita a participar de las actividades formativas que se realizarán en el CAMPUS VIRTUAL a partir del mes de Septiembre. Para conocer todos los detalles e inscribirse ingrese en los siguientes enlaces:

ESPECIALIZACION EN COOPERACION Y FINANCIAMIENTO EXTERIOR


ESPECIALIZACION EN ACCION POSITIVA Y ESTRATEGIAS P/ EQUIDAD DE GENERO


ESPECIALIZACION  EN FINANZAS LOCALES


ESPECIALIZACION EN DESARROLLO Y PROMOCION ECONOMICA


Estos Cursos  de Especialización  forman parte del Programa de Formación en Gestión y Desarrollo Local que están destinados a alcaldes, concejales, funcionarios, profesionales y técnicos de los municipios y de organizaciones no gubernamentales.

¡¡¡ Capacítate con nosotros….Invierte ya en tu futuro !!!


Para mayor información escriba a eglvirtual@uimunicipalistas.org

Por: Melina Espinoza

Anexo a continuación un texto completo reflexivo acerca del trabajo en los tiempo de crisis, me tome la libertad de llevarlo a publicación ya que consideró que es una mirada crítica interesante de ser divulgada.

La Asociación Internacional de Sociología,  ha propuesto como tema central del Comité 30, Sociología del Trabajo, para su congreso mundial de Suecia en 2010, una reflexión en profundidad que abra y enriquezca los saberes sociales, y la capacidad de actuación de los actores sociales y políticos.

Y en esa misma dirección es la que mueve el querer juntar reflexión y conocimiento, más allá del uso puramente ideológico al que tan acostumbrados nos tienen quienes proponen ‘soluciones’ antes que reflexiones tan difíciles y necesarias como las que exigen los tiempos actuales.

Por ello se nos convoca a discutir sobre un planteamiento de arranque, un pretexto, como es el manifiesto adjunto, para avanzar en las propuestas de políticas más pensadas para la felicidad de la mayoría que para tapar los agujeros negros creados por la especulación desatada de los últimos años.
El documento adjunto es en primer lugar para vuestra información; y, si además les parece oportuno, para que me hagan llegar su adhesión de principio al documento, que quiere poner en primer lugar el trabajo al encarar la crisis actual.
El día 19 de junio está prevista una presentación pública del manifiesto y las posibles formas de articular un desarrollo del mismo, al que estarán invitados todos y todas las firmantes del mismo.

El Trabajo, Fundamento de un Crecimiento Económico Sostenible

De manera unánime, expertos de todas las disciplinas sociales, gobiernos y organizaciones internacionales consideran que la legislación laboral no ha sido la causa de la crisis. Sin embargo, y por paradójico que resulte, las consecuencias de la misma están teniendo un intenso y negativo impacto sobre el empleo.
La actual crisis económica internacional se produce debido a un crecimiento desregulado del sector financiero de la economía con una escasa supervisión, lo que, unido a otros factores económicos, ha venido generando un fuerte incremento de las desigualdades sociales a escala planetaria.Trabajador de la construcción

Entre otras, se puede extraer una lección del proceso de la crisis actual: los mercados son imperfectos de manera natural. Precisamente cuando la oscuridad, la falta de transparencia y la perdida de credibilidad en la actuación de los operadores se adueñan de los mercados financieros, se ponen de manifiesto los riesgos que acarrea un tipode crecimiento basado en la revalorización de activos financieros frente a la generación de valor en la economía real y por tanto más necesaria resulta la intervención de reguladores públicos.
En el caso español las lecciones a aprender también son importantes, porque si bien es correcta la regulación del sistema bancario, ha habido muchas carencias en la prevención de los riesgos derivados de la fuerte implicación de éste en la actividad inmobiliaria. A ello hay que añadir el pinchazo de la burbuja en dicha actividad, con la que convivíamos en los últimos años en el marco de un modelo de crecimiento extremadamente vulnerable.

“ES TIEMPO DE ACTUAR PARA SALIR DE LA CRISIS Y PALIAR SUS EFECTOS. La secuencia de salida de la crisis requiere de la intervención pública en, al menos, tres escenarios interconectados, temporal y funcionalmente.”

En primer lugar, se trata de frenar y revertir la estrategia conservadora de restricción del crédito, por la que han optado buena parte de las instituciones financieras, que está agudizando la delicada situación de las empresas y las familias.

Lo prioritario es lograr un clima de confianza que impregne a todos los sujetos de la economía y la sociedad española, y estimule la definición de un proyecto de futuro con credibilidad y recursos para ponerlo en marcha, recursos públicos para impulsar políticas industriales y energéticas y recursos financieros para incentivar la actividad del sector privado.
Es urgente inyectar liquidez para hacer frente al endeudamiento del sistema financiero con el exterior e impulsar la circulación crediticia, al tiempo que se abordan sus problemas de solvencia, investigando en profundidad la situación de las principales instituciones financieras del Estado español. No debería olvidarse el interés que tiene, en esta dirección, promover una red de entidades públicas que permitan al Estado canalizar sus recursos financieros directamente a la economía real, para sortear los problemas de distribución a los que se enfrenta en la actualidad su agencia financiera, el ICO.
En segundo lugar, el Estado ha de intensificar sus esfuerzos para paliar los efectos de esta crisis en los trabajadores, extendiendo las redes de protección a todos los desempleados y alargándola en el tiempo. Y en tercer lugar, ha de actuar incentivando la recuperación del consumo privado y la generación de empleo, a través de una política de incremento controlado del gasto publico, que promueva la creación de infraestructuras económicas y sociales, creando empleo y ofreciendo oportunidades de actividad productiva en los sectores más dinámicos de nuestro tejido empresarial, particularmente entre las PYME.
Junto a estas actuaciones en el corto plazo, es también precisa la intervención del sector público para impulsar una salida de la crisis que lleve consigo un cambio paulatino y profundo del modelo productivo que ha agotado sus posibilidades de sostenibilidad en la actual crisis. Es necesario sustituir el modelo de crecimiento económico vigente hasta la fecha, apoyado en el uso intensivo de trabajo precario, mal remunerado y poco cualificado, por otro nuevo basado en la innovación que permita incrementar la calidad y la productividad del trabajo; de ahí el protagonismo que han de alcanzar las políticas industriales, energéticas y medioambientales y educativas para desbloquear los principales cuellos de botella que dificultan el cambio mencionado en España.

Para ello se requieren también modificaciones profundas en las pautas y formas de gestión de las empresas, cubriendo lagunas tanto en el ámbito de la innovación gerencial y empresarial como en la formación de los trabajadores, para lo que la negociación colectiva tiene una importancia crucial. Es ahora, más que en ningún otro momento de nuestra historia moderna, cuando la innovación y la formación tienen la posibilidad de convertirse en el auténtico motor de la economía española.

LEJOS DE MANTENER POSTURAS INMOVILISTAS, SOSTENEMOS QUE LOS SISTEMAS ECONÓMICOS HAN DE SER RECONSTRUIDOS MEDIANTE LA ATRIBUCIÓN AL TRABAJO DE UNA INEXCUSABLE CENTRALIDAD. El trabajo es la fuente primera y esencial de derechos de ciudadanía social, confiere libertad individual, asegura progreso económico, garantiza cohesión y solidaridad social y ofrece seguridad material. De ahí, la imperiosa necesidad de situar el trabajo en el centro de las políticas diseñadas por los agentes públicos y de las decisiones económicas adoptadas por los agentes privados. La creación
de más y mejores empleos ha de ser un objetivo irrenunciable y compartido por poderes públicos, actores y organizaciones productivas.
No es promoviendo el despido sin causa ni control judicial, como se avanza hacia un mercado laboral en el contexto de un nuevo modelo económico más productivo. La pretendida simplificación en el régimen de la contratación terminaría haciendo aflorar su verdadero propósito: la simplificación del régimen de despido. Ya no habría, salvo en limitadísimas ocasiones, despidos procedentes ni improcedentes; el resultado sería la precariedad generalizada de los trabajadores y el abaratamiento del despido.
Por tanto si resulta unánime la opinión de la inexistencia de conexiones entre la actual crisis económica y la regulación del mercado de trabajo, no es en modo alguno congruente querer aprovechar la presente situación para reducir o eliminar dere-
chos sociales. O en palabras más enérgicas, nos parece políticamente indecente pretender desplazar a los trabajadores una parte sustancial de los costes de la crisis económica.

Las medidas de reforma laboral que se adopten han de estar coordinadas con las medidas que se introduzcan para favorecer el cambio de patrón de crecimiento. En muy buena parte, la prosperidad de la economía española y el incremento de las tasas de actividad y de empleo han estado basados a lo largo de estos años atrás en un modelo económico que ha dado de lado, hasta terminar menospreciando, las inversiones generadoras de valor añadido, las políticas de investigación, innovación y desarrollo, favorecedoras de empleos cualificados, las mejoras de la competitividad mediante la innovación y el establecimiento y potenciación de servicios eficientes o, en fin, la búsqueda de la calidad en las acciones formativas de capital humano.Wall street bull

LA NEGOCIACIÓN COLECTIVA CONSTITUYE EL ESCENARIO NATURAL en el que pueden concretarse y tomar cuerpo las medidas de reforma del mercado de trabajo que se pacten en el Diálogo Social y sean transpuestas a las leyes respectivas.
Una de las más urgentes necesidades de nuestro sistema de relaciones laborales es modificar el principio rector dominante en la gestión de la mano de obra, que de estar anclado en el uso y abuso de reglas de flexibilidad externa (contratación temporal y despido con escasos controles) ha de transitar a fórmulas de flexibilidad interna, negociada y con participación sindical. Y ahí es donde la actividad contractual colectiva puede colaborar de manera eficiente y equitativa. Por lo demás, la adecuada contribución de la negociación colectiva a estas tareas precisa la inmediata y urgente adaptación de su estructura, que ha de racionalizarse a través de unas técnicas de vertebración y articulación dotadas de seguridad y certidumbre jurídica, atributos éstos que son los que, precisamente, hoy no ofrece el marco legal.

Estos cambios han de orientarse hacia la búsqueda de mayores niveles de productividad del trabajo, que no enla disminución en los niveles salariales o en la generalización de la precariedad laboral. NO PERMANECEREMOS INDIFERENTES AL TIEMPO QUE NOS HA TOCADO VIVIR. Y por ello rechazamos visiones que consideramos profundamente equivocadas, que sólo cualifican como adecuadas las reformas laborales que contienen recortes en los derechos sociales y laborales. Por el contrario, abogamos por un horizonte de cambios estructurales que propicien una economía más productiva y consecuentemente un trabajo decente, más cualificado y, por extensión, más productivo.

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Juan José Castillo
Catedrático de Sociología
Director del Grupo de Investigación ‘Charles Babbage’ en Ciencias Sociales del Trabajo
Departamento de Sociología III (Estructura Social)
Facultad de Ciencias Políticas y Sociología
Universidad Complutense

Posteado por: Felipe | mayo 22, 2009

Observatorio Medio Ambiente

Quisiera comentar una página que encontré por allí, es un proyecto de IEPALA, Fundación Biodiversidad y El fondo Social Europeo. Me parece una página interesante en su presentación, que maneja varios conceptos en torno al desarrollo sostenible y la educación medio ambiental con lenguaje sencillo bastante apto para la enseñanza y el trabajo con chicos o personas que estén ligadas al tema.42-18339911

Además de eso muestra una serie de links a diversos organismos asociados parte de la red Gloobal, ofertas de cursos y una cantidad de textos de apoyo de temas de desarrollo y medio ambiente.

Ojala puedan explorarla y me cuentan sus opiniones.

Ps. Felipe Rodríguez A.

http://www.medioambiente.gloobal.net

Posteado por: Felipe | mayo 20, 2009

Disculpen la molestia

Quiero compartir algunas preguntas, moscas que me zumban en la cabeza. ¿Es justa la justicia? ¿Está parada sobre sus pies la justicia del mundo al revés? El zapatista de Irak, el que arrojó los zapatazos contra Bush, fue condenado a tres años de cárcel. ¿No merecía, más bien, una condecoración? ¿Quién es el terrorista? ¿El zapatista o el zapateado? ¿No es culpable de terrorismo el serial killer que mintiendo inventó la guerra de Irak, asesinó a un gentío y legalizó la tortura y mandó aplicarla? ¿Son culpables los pobladores de Atenco, en México, o los indígenas mapuches de Chile, o los kekchíes de Guatemala, o los campesinos sin tierra de Brasil, acusados todos de terrorismo por defender su derecho a la tierra? Si sagrada es la tierra, aunque la ley no lo diga, ¿no son sagrados, también, quienes la defienden?.

Según la revista Foreign Policy, Somalia es el lugar más peligroso de todos. Pero, ¿quiénes son los piratas? ¿Los muertos de hambre que asaltan barcos o los especuladores de Wall Street, que llevan años asaltando el mundo y ahora reciben multimillonarias recompensas por sus afanes? ¿Por qué el mundo premia a quienes lo desvalijan? ¿Por qué la justicia es ciega de un solo ojo? Wal Mart, la empresa más poderosa de todas, prohíbe los sindicatos. McDonald’s, también. ¿Por qué estas empresas violan, con delincuente impunidad, la ley internacional? ¿Será porque en el mundo de nuestro tiempo el trabajo vale menos que la basura y menos todavía valen los derechos de los trabajadores? ¿Quiénes son los justos y quiénes los injustos? Si la justicia internacional de veras existe, ¿por qué nunca juzga a los poderosos? No van presos los autores de las más feroces carnicerías. ¿Será porque son ellos quienes tienen las llaves de las cárceles? ¿Por qué son intocables las cinco potencias que tienen derecho de veto en las Naciones Unidas? ¿Ese derecho tiene origen divino? ¿Velan por la paz los que hacen el negocio de la guerra? ¿Es justo que la paz mundial esté a cargo de las cinco potencias que son las principales productoras de armas? Sin despreciar a los narcotraficantes, ¿no es éste también un caso de “crimen organizado”? Pero no demandan castigo contra los amos del mundo los clamores de quienes exigen, en todas partes, la pena de muerte. Faltaba más. Los clamores claman contra los asesinos que usan navajas, no contra los que usan misiles.

Y uno se pregunta: ya que esos justicieros están tan locos de ganas de matar, ¿por qué no exigen la pena de muerte contra la injusticia social? ¿Es justo un mundo que cada minuto destina tres millones de dólares a los gastos militares, mientras cada minuto mueren quince niños por hambre o enfermedad curable? ¿Contra quién se arma, hasta los dientes, la llamada comunidad internacional? ¿Contra la pobreza o contra los pobres? ¿Por qué los fervorosos de la pena capital no exigen la pena de muerte contra los valores de la sociedad de consumo, que cotidianamente atentan contra la seguridad pública? ¿O acaso no invita al crimen el bombardeo de la publicidad que aturde a millones y millones de jóvenes desempleados, o mal pagados, repitiéndoles noche y día que ser es tener, tener un automóvil, tener zapatos de marca, tener, tener, y quien no tiene, no es? ¿Y por qué no se implanta la pena de muerte contra la muerte? El mundo está organizado al servicio de la muerte. ¿O no fabrica muerte la industria militar, que devora la mayor parte de nuestros recursos y buena parte de nuestras energías? Los amos del mundo sólo condenan la violencia cuando la ejercen otros. Y este monopolio de la violencia se traduce en un hecho inexplicable para los extraterrestres, y también insoportable para los terrestres que todavía queremos, contra toda evidencia, sobrevivir: los humanos somos los únicos animales especializados en el exterminio mutuo, y hemos desarrollado una tecnología de la destrucción que está aniquilando, de paso, al planeta y a todos sus habitantes.

Esa tecnología se alimenta del miedo. Es el miedo quien fabrica los enemigos que justifican el derroche militar y policial. Y en tren de implantar la pena de muerte, ¿qué tal si condenamos a muerte al miedo? ¿No sería sano acabar con esta dictadura universal de los asustadores profesionales? Los sembradores de pánicos nos condenan a la soledad, nos prohíben la solidaridad: sálvese quien pueda, aplastaos los unos a los otros, el prójimo es siempre un peligro que acecha, ojo, mucho cuidado, éste te robará, aquél te violará, ese cochecito de bebé esconde una bomba musulmana y si esa mujer te mira, esa vecina de aspecto inocente, es seguro que te contagia la peste porcina.

En el mundo al revés, dan miedo hasta los más elementales actos de justicia y sentido común. Cuando el presidente Evo Morales inició la refundación de Bolivia, para que este país de mayoría indígena dejara de tener vergüenza de mirarse al espejo, provocó pánico. Este desafío era catastrófico desde el punto de vista del orden racista tradicional, que decía ser el único orden posible: Evo era, traía el caos y la violencia, y por su culpa la unidad nacional iba a estallar, rota en pedazos. Y cuando el presidente ecuatoriano Correa anunció que se negaba a pagar las deudas no legítimas, la noticia produjo terror en el mundo financiero y el Ecuador fue amenazado con terribles castigos, por estar dando tan mal ejemplo. Si las dictaduras militares y los políticos ladrones han sido siempre mimados por la banca internacional, ¿no nos hemos acostumbrado ya a aceptar como fatalidad del destino que el pueblo pague el garrote que lo golpea y la codicia que lo saquea? Pero, ¿será que han sido divorciados para siempre jamás el sentido común y la justicia? ¿No nacieron para caminar juntos, bien pegaditos, el sentido común y la justicia? ¿No es de sentido común, y también de justicia, ese lema de las feministas que dicen que si nosotros, los machos, quedáramos embarazados, el aborto sería libre? ¿Por qué no se legaliza el derecho al aborto? ¿Será porque entonces dejaría de ser el privilegio de las mujeres que pueden pagarlo y de los médicos que pueden cobrarlo? Lo mismo ocurre con otro escandaloso caso de negación dsomalia armadose la justicia y el sentido común: ¿por qué no se legaliza la droga? ¿Acaso no es, como el aborto, un tema de salud pública? Y el país que más drogadictos contiene, ¿qué autoridad moral tiene para condenar a quienes abastecen su demanda? ¿Y por qué los grandes medios de comunicación, tan consagrados a la guerra contra el flagelo de la droga, jamás dicen que proviene de Afganistán casi toda la heroína que se consume en el mundo? ¿Quién manda en Afganistán? ¿No es ese un país militarmente ocupado por el mesiánico país que se atribuye la misión de salvarnos a todos? ¿Por qué no se legalizan las drogas de una buena vez? ¿No será porque brindan el mejor pretexto para las invasiones militares, además de brindar las más jugosas ganancias a los grandes bancos que en las noches trabajan como lavanderías? Ahora el mundo está triste porque se venden menos autos. Una de las consecuencias de la crisis mundial es la caída de la próspera industria del automóvil. Si tuviéramos algún resto de sentido común, y alguito de sentido de la justicia ¿no tendríamos que celebrar esa buena noticia? ¿O acaso la disminución de los automóviles no es una buena noticia, desde el punto de vista de la naturaleza, que estará un poquito menos envenenada, y de los peatones, que morirán un poquito menos? Según Lewis Carroll, la Reina explicó a Alicia cómo funciona la justicia en el país de las maravillas: –Ahí lo tienes –dijo la Reina–. Está encerrado en la cárcel, cumpliendo su condena; pero el juicio no empezará hasta el próximo miércoles. Y por supuesto, el crimen será cometido al final.

En El Salvador, el arzobispo Oscar Arnulfo Romero comprobó que la justicia, como la serpiente, sólo muerde a los descalzos. El murió a balazos, por denunciar que en su país los descalzos nacían de antemano condenados, por delito de nacimiento. El resultado de las recientes elecciones en El Salvador, ¿no es de alguna manera un homenaje? ¿Un homenaje al arzobispo Romero y a los miles que como él murieron luchando por una justicia justa en el reino de la injusticia? A veces terminan mal las historias de la Historia; pero ella, la Historia, no termina. Cuando dice adiós, dice hasta luego.
Por Eduardo Galeano

Posteado por: Felipe | mayo 19, 2009

ORIGENES

Durante la Escuela de Verano de la Universidad Complutense 2008, el curso “La Gestión de Desarrollo Local y Codesarrollo” en su segunda versión conto con la presencia de 25 alumnos de 4 regiones o territorios principalmente con más de dos integrantes por cada uno de estos espacios geográficos, de esta manera el curso estuvo integrado fundamentalmente por los siguientes países: España-México-Nicaragua-Costa Rica-Perú-Brasil-Argentina-Chile, todos con diversas especialidades y experiencias, algunos con más tiempo en el campo del desarrollo local que otros, pero todos con el mismo norte, ser un agente activo en una nueva sociedad.Curso en terreno

De esta experiencia multicultural y multidiciplinaria surge la necesidad de expandir nuestro campo de acción más allá del ámbito de clases y del curso y trasenceder por medio del desarrollo de espacios en conjuto que permitan ser una extensión del ámbito académico hacia un ámbito aplicado en donde nuestras experiencias como compañeros de oficio se fuera acrecentando de manera profunda, a pesar de las distancias geográficas.

Es por esto que surge la necesidad de mantener estos lazos, desarrollando  un espacio virtual que permita crear y recrear conocimiento en un ámbito de intercambio y respeto mutuos, siendo pluralistas y abiertos a la comunidad internacional. Los temas que motivan a los miembros de este espacio son muchos y muy variados, lo que demuestra una gran diversidad de intereses, siendo los principales: desarrollo local y el medio ambiente, políticas públicas y sistemas de bienestar, desigualdad social y participación ciudadana.

Este espacio, como fruto de un desarrollo conjunto, es de todos y para todos en la medida que las diversas temáticas se vayan desenvolviendo y vayan siendo contigentes a los tiempos actuales. Siendo un espacio abierto de acción, se agradecen las críticas y el intercambio de opiniones que permitan una profundización del tema en cuestión y así también propuestas para el desarrollo mismo de la página.

Este espacio pretende exponer: temas de actulidad relacionados a los temas de interes, compartir articulos o ensayos personales de miembros de la red o de terceros, compartir archivos digitales de interes, compartir proyectos, compartir bolsa de empleos en las áreas de interes, entre otros.

Finalmente damos un paso más como grupo en ese lindo sueño de mantenernos unidos hacia fin común en donde las injusticias y la desigualdad no tiene cabida, siendo la cooperación y el desarrollo sostenible y responsable la guía de la nueva humanidad. Espero que hagamos de este lugar lo que siempre pensamos.

Ps. Felipe Rodríguez A.

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